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Redação SC Inova
26 de agosto de 2026
Imersão da Anprotec no Ágora aproxima gestores de inovação de todo o país do ecossistema de Joinville
Cerca de 50 gestores de ambientes de inovação de diferentes regiões do país participaram, em 14 de agosto, de uma imersão no Ágora Tech Park, em Joinville. A agenda integrou o Programa de Qualificação em Gestão de Ambientes de Inovação 2026, promovido pela Anprotec com correalização do Sebrae Nacional, e levou o grupo a conhecer como o parque organiza programas, estruturas e conexões com diferentes atores do ecossistema local.
Depois de dois dias de atividades em Florianópolis, os participantes seguiram para Joinville, onde conheceram iniciativas como Pulse, Connect, Liga e Experts, além do Fab Lab e dos laboratórios de Manufatura e Inteligência Artificial. A programação também apresentou a atuação da Softville e do Join.Valle, ampliando a discussão sobre como empresas, universidades, startups e instituições se articulam em torno de projetos de inovação e desenvolvimento regional.
Para Maira Nobre de Castro, diretora de Redes e Associados da Anprotec, a visita permitiu aproximar os gestores dos conceitos discutidos ao longo do programa. “Uma das grandes riquezas da qualificação é possibilitar que os gestores não apenas discutam modelos, mas possam visualizá-los acontecendo na prática”, afirma. Segundo ela, o Ágora evidencia como a articulação entre academia, mercado, poder público e sociedade pode ser estruturada para gerar conexões, novos negócios e soluções.
A agenda também colocou em discussão desafios comuns aos ambientes de inovação, como governança, relacionamento com empresas e universidades, formação de talentos e construção de redes. Para Luiz Gustavo Peles, gerente de Operações e Projetos da Anprotec, a experiência de Joinville oferece uma referência justamente pela capacidade de combinar diferentes atores em torno de objetivos compartilhados. “Quando diferentes atores trabalham de forma articulada, é possível criar um ambiente mais dinâmico, colaborativo e capaz de gerar impacto para todo o território”, destaca.
Na avaliação de Maira, esse é também um dos principais aprendizados para quem atua na gestão desses ambientes. “A governança precisa ir além da gestão de espaços: ela precisa criar condições para que as conexões aconteçam, produzam valor e contribuam efetivamente para o desenvolvimento do território.”
Além da apresentação dos projetos locais, a imersão abriu espaço para troca de experiências entre gestores que atuam em parques tecnológicos, incubadoras, hubs e outros ambientes de inovação pelo país, conectando práticas adotadas em diferentes regiões aos desafios enfrentados no dia a dia dessas organizações.


